
Cerveja sem álcool chega a 3,47% do volume vendido no Brasil
Dado do Varejo360 para o segundo trimestre de 2026 mostra a categoria crescendo enquanto o mercado total de cerveja encolhe

Dado do Varejo360 para o segundo trimestre de 2026 mostra a categoria crescendo enquanto o mercado total de cerveja encolhe
A cerveja sem álcool ganhou espaço no varejo brasileiro justamente enquanto o mercado cervejeiro como um todo perdia volume. Segundo levantamento do Varejo360 publicado pelo Meio & Mensagem em 7 de agosto de 2026, a participação das versões zero no volume em litros da categoria passou de 2,47% no primeiro trimestre de 2024 para 3,47% no segundo trimestre de 2026. Em faturamento, a fatia subiu de 3,99% para 5,15%; em unidades vendidas, de 3,43% para 4,76%.
Outra medição, da Neogrid, publicada pela IstoÉ Dinheiro, aponta na mesma direção: a cerveja sem álcool saiu de 2,5% do volume total consumido no país em 2024 para 3,9% em 2026. Pela mesma pesquisa, o produto passou a aparecer em 5,6% dos carrinhos de compra, ante 4,4% em 2024, e o valor médio da compra que inclui o item subiu de R$ 26,41 para R$ 31,94. A região Sul lidera, com 6% das vendas de cerveja.
O avanço acontece com o mercado tradicional em retração. A CervBrasil, associação da indústria, registrou queda de 6,5% a 7% no volume de cerveja consumido no país entre janeiro e setembro de 2025 na comparação com o mesmo período de 2024. Fernando Faro, diretor de operações do Varejo360, disse ao Meio & Mensagem que a categoria enfrenta dificuldade de vendas e que as cervejas sem álcool funcionam como alavanca, atribuindo o movimento a consumidores atentos à saúde.
Na Ambev, o segmento cresceu 10% no primeiro trimestre de 2026 ante igual período de 2025, com a Corona Cero avançando 70% e o lançamento de Skol Zero Zero, também segundo o Meio & Mensagem. Em reportagem de 16 de julho, o DOL registrou que a produção nacional de cerveja zero saltou de 118,9 milhões de litros em 2023 para 757,4 milhões em 2024, com base no anuário da cerveja do Ministério da Agricultura. As versões sem álcool de Corona Extra, Budweiser e Heineken Lager estão no centro dessa disputa.
Fontes: Meio & Mensagem (07/08/2026), IstoÉ Dinheiro (2026), DOL – Diário Online (16/07/2026).