“Grandes bebidas aproximam pessoas.”

Notícia Foto: Divulgação: Jameson, Absolut, Ballantine's e Chivas Regal

Pernod Ricard vende 0,9% menos no trimestre, puxada por EUA e China

Dona de Jameson, Absolut e Chivas cresce 19% na Índia, cai 25% na China e vê o Brasil recuar por efeito de calendário

Por Redação Bebidário Equipe do Bebidário 3 min de leitura
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A Pernod Ricard, dona de Jameson, Absolut, Ballantine's e Chivas Regal, vendeu € 2,234 bilhões no primeiro trimestre do seu ano fiscal 2027, de julho a setembro de 2026. A queda foi de 0,9% em termos orgânicos, que descontam câmbio e venda de negócios, e de 6,3% no número publicado, segundo o comunicado divulgado pelo grupo francês em 15 de outubro. A venda do whisky indiano Imperial Blue e da divisão de vinhos tirou € 127 milhões da comparação. O volume voltou a crescer, 6%.

Estados Unidos e China puxam para baixo

Nos Estados Unidos, as vendas caíram 10%, efeito, segundo a empresa, do ajuste de estoques nos distribuidores, que já era esperado. A queda é menor que a de 16% no mesmo período do ano passado, como lembra a The Spirits Business. A empresa estima que o mercado americano de destilados recuou cerca de 2% em valor. Na China, a queda foi de 25%, também por ajuste de estoques; o conhaque Martell cresceu no varejo depois do Festival do Meio do Outono, mas sofreu em bares e restaurantes com o aperto das regras.

Nas Américas como um todo, a queda foi de 9%. O Brasil recuou, segundo o comunicado, em grande parte por efeito de calendário de pedidos; o México caiu forte por demanda fraca, e o Canadá teve queda moderada. A Europa caiu 6%, com a Alemanha pior que a média, e o varejo de aeroportos, 4%.

Índia compensa

O destaque foi a Índia, com alta de 19%. Jameson, Absolut e Ballantine's cresceram dois dígitos no país, assim como os whiskies locais Royal Stag e Blenders Pride. A empresa diz que parte do avanço veio do abastecimento ligado à preparação de uma possível abertura de capital da operação indiana, que ainda depende do conselho. Entre as marcas, Jameson, Ballantine's e Malibu tiveram bom desempenho, Chivas Regal e Royal Salute cresceram pouco, e Absolut e Martell caíram.

Para o ano fiscal inteiro, a Pernod Ricard mantém a previsão de vendas orgânicas estáveis, com queda nos EUA e na China compensada pelo resto do mundo. No médio prazo, de 2027 a 2029, espera crescer perto do piso da faixa de 3% a 6% ao ano e cortar € 1 bilhão em custos operacionais entre 2026 e 2028.

Fontes: Pernod Ricard (15/10/2026), The Spirits Business (15/10/2026).