
Os 10 whiskies mais caros das grandes lojas brasileiras
Do Blue Label Elusive Umami ao Ardbeg 10: os whiskies do catálogo com as maiores faixas de preço em cinco redes

Do Blue Label Elusive Umami ao Ardbeg 10: os whiskies do catálogo com as maiores faixas de preço em cinco redes
Nas prateleiras das grandes redes, o whisky passa com folga dos R$ 1.000. Cruzamos as fichas do catálogo de whiskies do Bebidário com a pesquisa de preços de 24 de setembro de 2026 em Divvino, Zona Sul, Bistek, Savegnago e Giassi e separamos os dez rótulos com as faixas mais altas. Para cada um, o que o produtor apresenta como razão do preço (idade, barrica, seleção de barris) e o que diz a pirâmide de sabores.
A lista vale para o catálogo do Bebidário e as cinco lojas pesquisadas, não para todo o mercado. A ordem vai do mais caro ao menos caro, pelo menor preço encontrado. Garrafas de 700 ml e 750 ml foram comparadas lado a lado; o único vendido só em garrafa de 1 L, o Sinatra Select, foi posicionado pelo preço proporcional a 750 ml. Sete dos dez só estavam em estoque em uma loja, a Zona Sul. Idade, barricas e seleção vêm das fichas, que resumem as informações dos produtores.
Edição limitada do Blue Label criada pela master blender Emma Walker com o chef japonês Kei Kobayashi, que escolheram os whiskies como ingredientes de um prato. O argumento do preço é a seleção: segundo o produtor, só um em cada 25 mil barris serviu ao blend, engarrafado a 43%. A pirâmide do produtor traz laranja e frutas vermelhas no topo, abacaxi, cacau e amora no corpo e um final salino; a casa sugere uma colher de caviar Oscietra antes de cada gole pequeno.
Nasceu em 1992 como Johnnie Walker Oldest e ganhou o rótulo azul em 1994. O produtor justifica o preço pela seleção (só um em cada dez mil barris das reservas da casa entraria no blend), e cada garrafa sai numerada; não há idade declarada. Na pirâmide do produtor, pimenta-preta no topo, castanhas, casca de laranja, baunilha e mel no corpo e fumaça no final. Entre as duas lojas que o tinham, a diferença passa de R$ 400.
Single malt de Speyside da The Macallan, do grupo Edrington, na propriedade onde Alexander Reid obteve licença para destilar em 1824. O que o produtor destaca é a madeira: whiskies de barris de carvalho americano e europeu, ambos temperados com jerez em Jerez de la Frontera, todos com pelo menos 12 anos. A pirâmide tem toffee, casca de laranja e baunilha no topo, uva-passa e chocolate amargo no corpo e madeira no final.
Lançado em 2 de junho de 1953, dia da coroação de Elizabeth II; o nome remete à salva de 21 tiros, e por isso todo whisky da marca tem no mínimo 21 anos. A idade é o argumento central, ao lado do frasco azul-safira. Montado na destilaria Strathisla, tem, segundo o produtor, pera, casca de laranja, baunilha e fumaça no topo e pimenta-preta no final. A casa indica tomá-lo puro ou em coquetéis como o The Mayfair, um sour.
Único japonês da lista, é um blend da Suntory com pelo menos dez whiskies de malte e de grão das destilarias Yamazaki, Hakushu e Chita, envelhecidos em cinco tipos de barrica, entre elas as de mizunara, o carvalho japonês. Não tem idade declarada, e a garrafa de 24 faces representa as microestações do ano japonês. A pirâmide registra rosa e alecrim no topo, mel, casca de laranja e chocolate branco no corpo, baunilha e maçã no final.
Homenagem a Frank Sinatra, lançada em 2012. O diferencial, segundo a destilaria, são os barris Sinatra, com ranhuras profundas no lado de dentro das aduelas para expor o whiskey a mais carvalho tostado; sai a 45%. No Brasil, só é vendido em garrafa de 1 L, o que dá cerca de R$ 870 a R$ 972 por 750 ml e o põe nesta posição. A pirâmide traz pêssego, damasco e banana madura no topo e carvalho, chá-preto, tabaco e baunilha no corpo.
Single malt de Islay, de destilaria fundada em 1815, hoje da Suntory Global Spirits. O produtor explica o método: depois de barris de ex-bourbon, o whisky passa para quarter casks, barricas pequenas de carvalho americano que aumentam o contato com a madeira, e sai a 48%, sem filtragem a frio. Na pirâmide, turfa, coco, banana madura e alcatrão no topo e fumaça no corpo e no final. O produtor sugere puro, com gotas de água ou com gelo.
Blend da Diageo com whiskies de grão e single malts envelhecidos por no mínimo 18 anos em barris de carvalho que antes guardaram xerez: idade e barrica são o argumento. Segundo a pirâmide, casca de laranja e cereal no topo, laranja, cereja, castanhas e mel no corpo, laranja e castanhas no final. O produtor recomenda puro ou com gelo.
Nasceu em 2011 como Platinum Label, vendido só em lojas de aeroporto, e passou a se chamar 18 Anos em 2017. Todos os whiskies da receita têm no mínimo 18 anos em barris que o produtor diz escolher à mão. A pirâmide traz malte e fumaça no topo, casca de laranja, amêndoa, baunilha e tangerina no corpo e madeira no final; puro ou com gelo, segundo a casa.
Single malt de Islay feito com cevada seca na fumaça de turfa e destilado com um purificador no braço do alambique, que devolve parte dos vapores para nova destilação. Amadurece ao menos dez anos em barris de ex-bourbon e sai a 46%, sem filtragem a frio. O produtor descreve fumaça, limão-siciliano, hortelã e alcatrão no topo, turfa e salinidade no corpo e café no final.
Em 11º ficaria o Chivas Regal 18 Anos, de R$ 588,12 a R$ 696,90 (set/2026).
Os valores são preços de prateleira pesquisados em 24/09/2026 nos sites de Divvino, Zona Sul, Bistek, Savegnago e Giassi, só com produto em estoque, para garrafas de 700 ml a 750 ml (e de 1 L quando indicado). Mudam com o tempo e de loja para loja.
Beba com moderação e nunca dirija depois de beber.
Fontes: fichas do Bebidário, com informações de Diageo (Johnnie Walker, Buchanan's), Edrington (The Macallan), Pernod Ricard e Chivas Brothers (Royal Salute, Chivas Regal), Suntory (Hibiki, Laphroaig), Brown-Forman (Jack Daniel's) e Ardbeg; pesquisa de preços de prateleira do Bebidário em Divvino, Zona Sul, Bistek, Savegnago e Giassi, 24/09/2026.