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Especial Foto: Divulgação

Arábica vale 58% mais que o conilon: entenda a diferença entre os cafés

A saca de arábica fechou a R$ 1.572 nesta sexta, contra R$ 992 do robusta; altitude, produtividade e sabor explicam a distância

Por Redação Bebidário Equipe do Bebidário 4 min de leitura
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Nesta sexta-feira, 2 de outubro, a saca de 60 quilos de café arábica valia R$ 1.572,01 no indicador do Cepea, da Esalq/USP. A do café robusta, também chamado de conilon, saía por R$ 992,41. A diferença, de cerca de 58%, não é acidente de mercado: as duas espécies que o Brasil cultiva crescem em lugares diferentes, rendem de forma diferente e vão parar em xícaras diferentes.

O arábica vem se recuperando depois da queda de setembro. No dia 25, o mesmo indicador marcava R$ 1.538,29; em uma semana, subiu pouco mais de 2%.

Duas plantas, dois mapas

O arábica (Coffea arabica) prefere altitude e clima mais ameno. Concentra-se no Sul e no Cerrado de Minas Gerais, na Zona da Mata, em São Paulo, no Paraná e na Chapada Diamantina, na Bahia, segundo o Monitor Mercantil, com base em dados da Conab. O conilon (Coffea canephora) aguenta mais calor e seca e domina terras baixas do Espírito Santo, de Rondônia, da Bahia e de Mato Grosso.

A vantagem do conilon é o rendimento. Na safra passada, ele ocupou 400 mil hectares e produziu 20,8 milhões de sacas, média de 52 sacas por hectare; o arábica precisou de 1,5 milhão de hectares para 35,7 milhões de sacas, cerca de 24 por hectare, segundo os números da Conab citados pelo Monitor Mercantil. Mais café por hectare ajuda a explicar o preço menor.

Na xícara

O conilon tem quase o dobro de cafeína do arábica, sabor mais forte e amargo e corpo mais pesado, e é a base do café solúvel, de cápsulas e de blends industriais, de acordo com o Monitor Mercantil. O arábica, por sua vez, é o café dos rótulos que anunciam “100% arábica”.

Em 2026, o arábica também pesa mais na colheita. A Conab estimou em 24 de setembro uma safra recorde de 67,6 milhões de sacas, alta de 19,6%. O arábica deve somar 48,2 milhões de sacas, 34,8% a mais que em 2025, puxado pelo ano de bienalidade positiva. Já o conilon deve recuar 6,6%, para 19,4 milhões de sacas, com queda de 14,3% no Espírito Santo, o maior produtor, e alta de 24% em Rondônia.

No catálogo do Bebidário, dois exemplos de café só de arábica:

Illy Classico Café · Itália 100% arábica, blend de nove origens @bebida orfeu-bourbon-amarelo Ver a ficha completa →

Fontes: Cepea/Esalq-USP (02/10/2026), Conab via Agência Gov (24/09/2026), Monitor Mercantil (22/04/2026).