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Notícia Foto: Divulgação

Greve na Cameronbridge, da Diageo, terá dias de paralisação total

Trabalhadores protestam contra cortes de vagas na destilaria escocesa que faz whisky de grão para Johnnie Walker e o gin Gordon's

Por Redação Bebidário Equipe do Bebidário 3 min de leitura
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A greve na Cameronbridge, destilaria de whisky de grão da Diageo em Fife, na Escócia, vai ganhar dias de paralisação total. Segundo a The Spirits Business, o sindicato GMB Scotland informou em 1º de outubro que, depois de duas rodadas de negociação sem acordo, em 27 e 30 de setembro, seus membros vão cruzar os braços por completo nos dias 12, 15, 19 e 22 de outubro. Desde 28 de setembro, a categoria já fazia greves em rodízio, previstas para durar 16 dias.

O motivo é o plano de cortes. A GMB Scotland diz que cerca de 73 trabalhadores atuam na unidade de whisky de grão e que dez postos serão eliminados, dois deles já vagos. O outro sindicato da fábrica, o Unite, também convocou greve: segundo a revista britânica Food Manufacture, cerca de cem filiados se revezam em paralisações de 28 de setembro a 15 de outubro, numa unidade com cerca de 200 funcionários. A mesma reportagem lembra que a Diageo cortou perto de 2 mil postos no último ano fiscal e que a operação escocesa do grupo teve lucro de £ 595 milhões depois dos impostos em 2025, contra £ 736 milhões em 2024.

O que sai de Cameronbridge

A destilaria produz o whisky de grão que entra nos blends do grupo e as bases de destilados brancos. Pela lista da Food Manufacture, passam por lá whiskies como Johnnie Walker, J&B, Bell's, White Horse, Black & White e Vat 69, além dos gins Gordon's e Tanqueray e da vodka Smirnoff. Vários estão no catálogo do Bebidário, como o White Horse, o Black & White, o Bell's e o Gordon's London Dry.

A Diageo afirma, segundo a The Spirits Business, que não espera falta de seus produtos por causa da greve. Os sindicatos dizem que a empresa não levou em conta as alternativas apresentadas em três meses de consulta. O Unite também reclama da falta de detalhes sobre as demissões e cita preocupação com a segurança e o bem-estar de quem fica, já que os níveis de produção não serão reduzidos.

A paralisação chega num momento difícil para o whisky escocês. Na véspera, a William Grant & Sons, dona da Glenfiddich, informou queda de 13% no lucro de 2025, e a Holyrood Distillery, de Edimburgo, suspendeu a produção por tempo indeterminado, como o Bebidário noticiou.

Fontes: The Spirits Business (01/10/2026), Food Manufacture (24/09/2026).