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Notícia Foto: Divulgação

Chianti ganha versão rosé e passa a exigir só 60% de Sangiovese

As novas regras da denominação, publicadas no Jornal Oficial da União Europeia em 30 de outubro, também criam a subzona Terre di Vinci

Por Redação Bebidário Equipe do Bebidário 3 min de leitura
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O Chianti, um dos tintos mais conhecidos da Itália, agora também pode ser rosé. As novas regras de produção da denominação Chianti DOCG foram publicadas no Jornal Oficial da União Europeia em 30 de outubro, segundo a The Drinks Business. A publicação completa um processo aprovado na Itália em junho pelo Ministério da Agricultura, a partir de uma proposta do Consorzio Vino Chianti.

Como será o Chianti Rosé

Até agora, quem fazia rosé com uvas da região tinha de vendê-lo com outra denominação. Pelas regras novas, o Chianti Rosé precisa ter ao menos 60% de Sangiovese; o resto pode vir de uvas tintas e brancas autorizadas na Toscana, como Canaiolo, Ciliegiolo, Merlot, Cabernet Sauvignon, Chardonnay e Syrah. Segundo o consórcio, o vinho só pode chegar ao mercado a partir de 1º de dezembro do ano da colheita e deve ter teor alcoólico mínimo de 11,5%. O rosé também pode trazer no rótulo o nome das subzonas.

Duas tradições ficam de fora do rosé, segundo a The Drinks Business: o governo all'uso toscano, técnica que acrescenta uvas parcialmente secas durante a fermentação, e a garrafa empalhada, o fiasco.

Menos Sangiovese no tinto

A mudança que mais afeta os produtores é a queda do mínimo de Sangiovese no Chianti de 70% para 60%. No tinto, as uvas brancas continuam limitadas a 10%, e Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon, somadas, a 15% (10% na subzona Colli Senesi). Quem quiser seguir fazendo Chianti só de Sangiovese pode continuar.

As regras também criam a subzona Terre di Vinci, que se junta a Rufina, Colli Fiorentini, Colli Senesi, Colli Aretini, Colline Pisane, Montalbano e Montespertoli, e deixam de exigir o envelhecimento em barril de madeira para os Riserva de Colli Fiorentini, Rufina e Colli Senesi. A The Drinks Business relaciona as mudanças aos novos hábitos de consumo na Europa, ao aperto no orçamento das famílias e ao interesse crescente por estilos mais leves e frescos.

No catálogo do Bebidário estão o Ruffino Chianti e, também da Toscana, o Villa Antinori Toscana Rosso.

Fontes: The Drinks Business (04/11/2026), Consorzio Vino Chianti (2026).