Cointreau: o licor de laranja que nasceu numa confeitaria de Angers
A família começou com um licor de cereja em 1849; o de laranja, feito com cascas doces e amargas, veio décadas depois, numa garrafa quadrada
A família começou com um licor de cereja em 1849; o de laranja, feito com cascas doces e amargas, veio décadas depois, numa garrafa quadrada
Antes de ser o licor de laranja dos bares, o Cointreau foi um negócio de doces. Em 1849, Adolphe Cointreau, confeiteiro em Angers, no oeste da França, decidiu ampliar a empresa da família para os licores. Começou por um favorito da região, o Guignolet, licor de cereja, segundo a história publicada pela própria marca. O irmão, Édouard-Jean, juntou-se a ele, e os dois montaram a destilaria na rue Molière, às margens do rio Maine.
Quem criou o licor de laranja foi a geração seguinte: Édouard Cointreau, filho de Édouard-Jean. Ele destilou um álcool aromatizado com cascas de laranjas doces e amargas, buscando um licor equilibrado e concentrado. A data é motivo de divergência. O site oficial da marca diz que Édouard chegou à receita em 1885; outras fontes apontam 1875. A The Spirits Business, numa história da marca publicada em 2015, conta que a receita levou vários anos para ser aperfeiçoada e que não mudou desde então.
Édouard também cuidou da imagem do produto. Segundo a marca, ele registrou no Tribunal de Comércio de Angers as marcas do Cointreau e a sua garrafa quadrada, que se tornou a assinatura do licor. O licor é incolor e engarrafado com 40% de álcool.
No começo dos anos 1920, os netos de Édouard-Jean, Louis e André Cointreau, assumiram o negócio e transformaram o licor numa marca mundial. A produção saiu do centro de Angers e hoje fica em Saint-Barthélemy-d'Anjou, nos arredores da cidade, no endereço que a empresa chama de Carré Cointreau. A marca pertence hoje ao grupo Rémy Cointreau.
No catálogo do Bebidário também está o Cointreau Noir.
Fontes: Cointreau (acesso em 03/11/2026), The Spirits Business (06/2015).