Juan Valdez terá megaloja em São Paulo e mira 300 cafeterias no país
Rede colombiana, com uma loja no país, abre espaço de 300 m² no Itaim Bibi no fim de novembro e prevê café no aeroporto de Guarulhos
Rede colombiana, com uma loja no país, abre espaço de 300 m² no Itaim Bibi no fim de novembro e prevê café no aeroporto de Guarulhos
A rede colombiana de cafeterias Juan Valdez vai abrir no fim de novembro uma loja de cerca de 300 m² no Itaim Bibi, em São Paulo. O espaço terá salão amplo, opções de brunch e pastelaria e mais variedade de cafés, segundo o CEO da operação brasileira, Bruno Oliveira, em entrevista à Mercado&Consumo publicada nesta sexta-feira, 23 de outubro. A megaloja será operada por um parceiro que já administra outras marcas do grupo, cujo nome não foi divulgado.
Também estão previstos uma cafeteria de 75 a 80 m² no Terminal 2 do Aeroporto de Guarulhos e um quiosque em Foz do Iguaçu (PR).
Hoje a marca tem uma única cafeteria no país, aberta em dezembro de 2025 no RibeirãoShopping, em Ribeirão Preto (SP), como piloto para testar o modelo. A meta é chegar a 100 unidades até 2028 e a 300 em cinco anos, segundo a Mercado&Consumo. Em agosto, Oliveira já havia dito ao Meio & Mensagem que a expansão seria por franquias, em formatos de 45 m² a 200 m², em shoppings, lojas de rua, centros comerciais e aeroportos. Com exceção da loja de Ribeirão Preto, todas as próximas serão franqueadas.
O investimento médio numa cafeteria de rua ou de shopping é de R$ 800 mil; um quiosque pode custar cerca da metade. A empresa projeta faturamento de R$ 2,3 milhões por ano por unidade, cerca de R$ 190 mil por mês, com margem de lucro entre 15% e 21%. Ao Meio & Mensagem, a marca estimou o retorno do investimento em 18 a 24 meses. Na operação brasileira, sócios brasileiros têm 70% e a matriz colombiana, 30%.
A Juan Valdez se apresenta como 100% colombiana e diz ter sido criada por cerca de 550 mil famílias de cafeicultores. No mundo, tem quase 670 cafeterias e mais de 18 mil pontos de venda no varejo, segundo a Mercado&Consumo, com lojas em países como Chile, Equador e Paraguai.
No Brasil, segundo maior consumidor de café do mundo, atrás dos Estados Unidos, Oliveira diz que a proposta é ser mais uma alternativa no segmento de cafés especiais, com rastreabilidade, colheita manual e variedade de torras como diferenciais. Os cafés vendidos no país estão reunidos na categoria de cafés do Bebidário.
Fontes: Mercado&Consumo (23/10/2026), Meio & Mensagem (14/08/2026).