Avaliação Nacional de Vinhos apresenta a safra 2026 em 16 amostras
Miolo, Aurora, Casa Valduga e Geisse estão entre as 16 vinícolas escolhidas às cegas por 109 enólogos entre 558 amostras
Miolo, Aurora, Casa Valduga e Geisse estão entre as 16 vinícolas escolhidas às cegas por 109 enólogos entre 558 amostras
A Associação Brasileira de Enologia (ABE) apresentou no sábado, 17 de outubro, em Bento Gonçalves (RS), os vinhos escolhidos para representar a safra 2026 na 34ª Avaliação Nacional de Vinhos. Foram 16 amostras de 16 vinícolas, degustadas e comentadas diante do público. Elas saíram de 558 amostras de 83 vinícolas de dez estados e do Distrito Federal, provadas às cegas por 109 enólogos na etapa de seleção, segundo a ABE.
A Avaliação não é um concurso e não dá medalhas. Os enólogos analisam vinhos ainda em elaboração, numa prova técnica, para mostrar como foi a safra. Das amostras inscritas, 191, de 50 vinícolas, ficaram entre os 30% mais representativos de cada categoria; dessas saíram as 16 da noite. Cada uma foi comentada por um convidado, entre enólogos, jornalistas, sommeliers e executivos.
Nos vinhos-base para espumante, a Casa Valduga, de Bento Gonçalves, e a Geisse, de Pinto Bandeira, ambas com Chardonnay e Pinot Noir. Nos brancos, o Chenin Blanc da Cooperativa Vinícola São João, de Farroupilha; o Chardonnay da Nova Aliança, de Flores da Cunha; o Sauvignon Blanc da Quinta da Neve, de São Joaquim (SC); e o Moscato Giallo da Giacomin, de Flores da Cunha. O rosé foi um Cabernet Sauvignon da Cerro de Pedra, de Pinheiro Machado.
Entre os tintos jovens, o Pinot Noir da Cooperativa Vinícola Aurora e o Cabernet Sauvignon da Maison Forestier, de Garibaldi. Nos tintos, o Marselan da Mioranza, de Flores da Cunha; o Rebo da Campestre, de Campestre da Serra; o Teroldego da Don Guerino, de Alto Feliz; o Cabernet Sauvignon da Miolo, de Bento Gonçalves; o corte de Syrah, Marselan e Cabernet Franc da Villa Triacca, de Brasília (DF); e dois Tannat, da Batalha, de Candiota, e da Larentis, de Bento Gonçalves.
A ABE publicou a mediana de cada amostra na etapa de seleção. A mais alta foi 93 pontos, de seis vinhos: Casa Valduga, Quinta da Neve, Campestre, Don Guerino, Miolo e Villa Triacca. A mais baixa entre as 16 foi 90, do Pinot Noir da Aurora. Catorze das amostras são do Rio Grande do Sul, uma de Santa Catarina e uma do Distrito Federal. Entre os comentaristas estrangeiros estavam enólogos da Itália, do Chile e do Uruguai e convidados de Portugal e da Geórgia; o Chenin Blanc foi comentado pela jornalista Daniela Ungaretti, e o espumante-base da Casa Valduga, por Fábio Góes, Enólogo do Ano de 2025.
A Avaliação Nacional de Vinhos acompanha a evolução do vinho brasileiro há mais de três décadas.Mário Lucas Ieggli, presidente da ABE
Fontes: Associação Brasileira de Enologia (18/10/2026), Agrolink (10/09/2026).