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O que a crítica diz sobre o Château Margaux 2018

James Suckling, Lisa Perrotti-Brown e Jeb Dunnuck deram 100 pontos ao tinto de Bordeaux; Neal Martin e Roger Voss ficaram um pouco abaixo

Por Redação Bebidário Equipe do Bebidário 4 min de leitura
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O Château Margaux 2018 é o vinho principal do Château Margaux, primeiro grande cru classificado de Bordeaux, na França. A safra é feita com 90% de Cabernet Sauvignon, 4% de Merlot, 4% de Cabernet Franc e 2% de Petit Verdot, e o vinho principal ficou com apenas 36% da colheita, segundo as fichas técnicas reproduzidas nas avaliações. Abaixo, o que críticos com nome publicaram sobre ele.

Château Margaux 2018 Vinho · França O tinto de Margaux que três críticos levaram aos 100 pontos Ver a ficha completa →

Os três 100 pontos

James Suckling deu 100 pontos em 2021. Ele descreve cinzas, tabaco, terra, flores, amora e groselha-preta no aroma; na boca, encorpado e refinado, com cereja madura, chocolate, nozes e um toque de cedro, taninos que se espalham sem arestas e final muito longo. Recomenda beber depois de 2025.

Lisa Perrotti-Brown, na Robert Parker Wine Advocate, também deu 100 pontos, em março de 2021, depois de ter dado 97 a 100 na avaliação em barril, em 2019. Ela fala em cassis, mirtilo silvestre, bolo Floresta Negra, óleo de rosa, chocolate amargo, cedro e anis-estrelado, com taninos firmes e de grão fino. Diz que o vinho já pode ser bebido, mas pede de 6 a 8 anos de adega e vê evolução por mais de 40 anos.

Jeb Dunnuck completou o trio de 100 pontos, também em março de 2021. Ele destaca mirtilo, cassis, flor de acácia, terra queimada, sândalo e violeta, taninos sedosos e abundantes, e observa que os 14% de álcool são altos para a casa, mas bem integrados. Aconselha esconder as garrafas por 7 a 8 anos e prevê vida de mais de 75 anos.

Os que ficaram abaixo

Roger Voss, da Wine Enthusiast, deu 98 pontos em maio de 2021: um vinho potente, bem estruturado, maduro e contido ao mesmo tempo, que começa a ficar pronto a partir de 2028. Na avaliação em barril, em novembro de 2019, Neal Martin, da Vinous, deu 95 a 97 pontos, com framboesa, mirtilo, pétalas de violeta, cassis e um toque de baunilha, e o descreveu como mais opulento do que rico, de corpo médio.

O ponto em comum entre os cinco é o tempo: todos tratam o 2018 como um vinho que pede anos de garrafa antes de mostrar tudo.

Fontes: James Suckling (01/2021), Robert Parker Wine Advocate (31/03/2021), Jeb Dunnuck (03/2021), Wine Enthusiast (05/2021), Vinous (11/2019), avaliações reunidas por JJ Buckley e Laguna Cellar (28/10/2026).